Como escolher a creche ideal?

Como escolher a creche ideal?

Foto: Internet |Shutterstock

 

Vocês conseguem me responder a esta pergunta do título? Bom, eu não consigo responder a vocês com toda a certeza do mundo!

Recentemente, tive de procurar uma creche para meu filho e não passou nem um minutinho e milhares de questões encheram a minha cabeça: priorizo o método de ensino? Espaço? Preço? Vou pelo coração? E por aí vai! Infelizmente, imagino que você não achará a resposta a todas estas perguntas de uma vez e de forma segura, como eu não achei. No meu caso, olhei todas estas questões e mais um pouco! A cada creche que visitava, a cada detalhe que me mostravam, pensava: “Como ainda sei pouco. Preciso estudar mais os detalhes, comparar tudo! Como deixar o meu bem mais precioso em um lugar que não conheço, com pessoas que não tenho a certeza de que cuidarão dele como eu? (Pensamento clássico!).

Para começar a tomar minhas decisões, eu e meu marido conversamos com a pediatra, com amigas psicólogas que atendem crianças, com educadora física, com pedagoga, com pai, com mãe e ouvimos tudo que podíamos sobre o que cada uma dessas pessoas achava interessante observar ao visitar creches e escolas. Confesso que a cada nova informação eu ficava ainda mais confusa, mas foi importante para decidirmos com segurança.

Primeiro, analisei com cuidado as informações de cada creche na Internet (todas elas apresentavam pontos negativos e positivos. Logo, não me ative apenas às opiniões de desconhecidos e conhecidos), pesquisei sobre método de ensino e enumerei os pontos positivos e negativos antes de visitar cada uma para que pudesse questionar na hora de ver os locais. No caso do estilo de trabalho, priorizei a que incentivasse mais o “brincar”! Quero que meu filho passe por todas as etapas em seu determinado tempo e decidi que ele, com 1 ano e 7 meses, no momento, deveria apenas ser feliz, sem muita pressão com tarefinhas e conteúdos antes da hora (essa foi uma escolha minha e do meu marido. Nada contra as mamães que gostam do método focado em aprendizagem e conteúdo desde bem cedo).

Quando chegou a hora das visitas, voltei à minha listinha: limpeza do local, estado das roupas e apresentação de berçaristas e professoras, segurança das salas (onde é a posição das tomadas, estão protegidas? Armário com quinas? Brinquedos organizados, completos e adequados às idades?, etc), quantidade de tias por total de crianças, TV na sala? Banheiros limpos? Ambiente arejado?

Muitas questões, não é? E olha que pela apresentação de muitas responsáveis pelas creches, aprendi a olhar ainda mais detalhes! Você já pensou em observar a temperatura da água do chuveiro onde as crianças tomam banho? Ela já começa bem quente ou fria? O chuveiro tem trava de temperatura? A banheira é de plástico, inox ou azulejo? Como é a higienização dos espaços a cada banho?

Alimentação. Como são feitas as refeições? Que tipo de alimentos são oferecidos? Há uma nutricionista responsável? Como é a cozinha? Há pias separadas para preparação e lavagem dos alimentos e dos pratos? Todas os profissionais estão com vestimenta adequada, toucas? Onde os alimentos são comprados? É orgânico ou não?

Segurança. Como é feito o controle de acesso da criança e dos pais? Como funcionam as autorizações para retirar a criança do local? Em caso de emergência, há um plano de evacuação do espaço? O local está com a documentação em dia, tem alvará de funcionamento, passa por inspeções regularmente? Há câmeras de monitoramento?

Preço. No fim das contas, percebi que os valores ficavam um pouco mais em segundo plano para nós na hora da escolha. Não porque eu pudesse pagar qualquer valor (não mesmo!), mas ao comparar os locais visitados, havia quase uma semelhança de preço em relação aos itens oferecidos por cada local. Deu para separar bem o tipo de  creche por categorias.

Então, depois dessa análise, entrou o item que para mim é um dos mais importantes: o coração de mãe e o coração de pai. Não adianta ser o local mais seguro do mundo, mais lindo do mundo, se a gente não se sentisse bem ao entrar com nosso filho. Por isso, o “feeling” foi importante.

Resumindo a experiência, hoje, meu bebê está amando a creche, estamos seguros como pais e certos de que vão surgir mais dúvidas e mais desafios. Quanto mais informação e amor, mais chances de escolhermos os caminhos mais adequados!

E vocês? Como pensam em lidar com a situação? Ou, se já passaram por isso, como foi?

 

Andrea Lopes

Jornalista, especializada em comunicação digital. Mãe do Miguel, nascido em janeiro de 2013 e do Rafael, nascido em outubro de 2014. Apaixonada pelo mundo materno-infantil.

1 comentário, comentários

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  1. Fabiana

    7 de outubro de 2014 at 20:15

    Quanta dica preciosa!!! Muito bom. Estou começando o processo de escolha. Também moro em Brasília. Meu bebê estará com 11 meses quando irá para a creche. Vc poderia me dizer qual creche escolheu? Abraço e muito obrigada pelo post.

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